| Faraday e a Eletroquímica | ||
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| Textos Técnicos - A Historia da Quimica na Joalheria |
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Michael Faraday, que fazia pesquisas em física e química, em 1833, passou a
estudar a condução de eletricidade por soluções de sais em água e de sólidos, como o gêlo, e por sais minerais fundidos. Chegou à conclusão que havia uma relação quantitativa entre a quantidade de uma substância decomposta e a quantidade de eletricidade que passava através da solução quando fazia sua eletrólise numa célula eletrolítica. Para medir a quantidade de eletricidade desenvolveu uma célula eletrolítica especial que permitia recolher os gases que se desprendiam com a decomposição da água. Mostrou que a quantidade de eletricidade que liberava um grama de hidrogenio liberava também quantidades específicas de outras substâncias. Assim, para 1 grama de hidrogenio liberado, 8 gramas de oxigenio, 36 de cloro, 125 de iodo, 104 de chumbo e 58 de estanho, eram liberados na eletrólise de seus respectivos compostos. Denominou tais quantidades de "equivalentes eletro-químicos". Berzelius, muito ativo no estudo de pesos atômicos, não entendeu o significado da descoberta de Faraday e a ignorou. Esta descoberta de Faraday, entretanto, 50 anos mais tarde, revelou-se de importância fundamental na determinação de pesos atômicos. Faraday, com a colaboração de William Whewell (1794-1866), estabeleceu a terminologia usada na eletroquimica- ânions, cátions, eletrodo, catodo, eletrólito, etc., - de uso corrente. Com a atenção voltada para outros problemas de eletricidade Faraday fez importantes descobertas como a indução magnética e ação do magnetismo sôbre a luz . |
